Aterro Sanitário É A Solução Mais Viável, Diz Abrelpe

A ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) faz um alerta aos municípios brasileiros para que passem a encarar a questão de tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos com maior comprometimento, direcionando mais investimentos para o setor.

Na visão da entidade, os aterros sanitários são usualmente a alternativa mais viável, em termos de custo e benefício, para os resíduos gerados nos grandes centros urbanos. "É importante enfatizar que aterro sanitário não é em hipótese alguma sinônimo de lixão", diz Tito Bianchini, presidente da ABRELPE.

Os aterros sanitários devem ser implantados em condições ambientalmente corretas, de forma a não poluir o solo e o lençol freático subterrâneo, nem causar impactos visuais ou outros de qualquer espécie nas áreas lindeiras. As empresas associadas à ABRELPE já dispõem de técnicas avançadas de impermeabilização, captação e tratamento do chorume e gás metano gerados pela decomposição do lixo.

E, para aumentar a vida útil dos aterros, compostagem, coleta seletiva e reciclagem são fatores que não devem ser deixados de lado, desde que haja demanda e mercado para os produtos ou materiais obtidos com a utilização desses processos. "Algumas cidades possuem cinturões verdes próximos que cultivam hortaliças o ano todo. Trata-se de um mercado potencial para o composto orgânico produzido pela compostagem", exemplifica Bianchini.

Mesmo que o município não tenha uma área disponível próxima para a construção de um aterro, é possível, e viável economicamente, buscar regiões distantes até, em média, 60 quilômetros, desde que o volume de lixo a ser aterrado o justifique. Segundo Bianchini, "o sucesso desse tipo de operação está ligado a um bom acesso rodoviário e estações de transbordo estrategicamente distribuídas. Nos EUA, por exemplo, os resíduos chegam a ser transportados até milhares de quilômetros para serem aterrados".

A tendência é que cada vez mais os investimentos e serviços de tratamento e destino final dos resíduos sólidos urbanos sejam executados por empresas do setor privado. "Os municípios brasileiros têm problemas constantes de falta de recursos técnicos e investimentos na solução apropriada, enquanto que as empresas associadas à ABRELPE possuem especialização e estão dispostas a investir. Vemos a concessão destes serviços à iniciativa privada como a melhor solução", completa Bianchini.