Firmado Acordo de Cooperação para estudos de viabilização da recuperação energét

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A ABRELPE e a PLASTIVIDA - Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos assinaram no dia 10 de Agosto de 2009 um acordo de cooperação por meio do qual unem esforços para o desenvolvimento de estudos destinados a viabilizar e promover a recuperação energética dos resíduos sólidos e o desenvolvimento sustentável.

As entidades pretendem integrar experiências e estratégias e unir esforços técnicos para o desenvolvimento de ações que contemplem o aproveitamento dos resíduos urbanos, em especial para criação das condições legais, tributárias e institucionais favoráveis, mediante o estímulo ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas para esse tema com o consequente incentivo e promoção para o estabelecimento de parcerias e novos negócios.
As discussões a respeito das novas alternativas para a destinação de resíduos ganharam força em virtude da retomada da tramitação da Política Nacional de Resíduos, quando da apresentação de um novo substitutivo pelo Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados, que prevê o estabelecimento de alternativas à disposição de resíduos em aterros sanitários.
Ao contrário do Brasil, que ainda analisa a viabilidade da construção da primeira usina de reciclagem em larga escala, outros países como Japão e Alemanha têm parte significativa de seus resíduos destinados à geração de energia. Segundo levantamento da Plastivida, há mais de 850 usinas de reciclagem energética ao redor do mundo, com adoção de tecnologias já bastante difundidas na Europa e Ásia.
Segundo informações obtidas pela ABRELPE, junto à ISWA - International Solid Waste Association, associação mundial que representa no Brasil, as usinas de recuperação energética de resíduos ao redor do mundo tratam aproximadamente 170 milhões de toneladas de resíduos urbanos por ano que, em termos energéticos, equivalem a cerca de 600.000 barris por dia, totalizando 220 milhões de barris de petróleo por ano. Só na Europa, a energia produzida por 400 usinas de recuperação energética leva eletricidade para 27 milhões de pessoas, com um mercado estimado em torno de 9 bilhões de Euros.