Abrelpe Defende A Implantação De Aterros Sanitários

Investir no tratamento e na destinação final do lixo é um fator fundamental para que uma política de gerenciamento de resíduos sólidos surta efeito. Segundo a ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), no Brasil algumas cidades têm dedicado atenção especial a essa questão, servindo como exemplo para as demais. Este é o caso de Salvador, que conta com o aterro sanitário em operação mais moderno da América Latina. 

Inaugurado em 1998, o Aterro Metropolitano Centro recebe hoje cerca de 2,8 mil toneladas de lixo por dia, que antes eram depositadas no Canabrava, antigo lixão da cidade. O aterro, que atende aos municípios de Salvador (94%), Lauro de Freitas (4%) e Simões Filho (2%), utiliza procedimentos inovadores para a otimização dos sistemas de impermeabilização, drenagem de chorume, captação de gases e gerenciamento de águas pluviais. 

Segundo Artur Tanuri, da Vega Bahia, o Aterro Metropolitano Centro está passando por um processo de reformulação da concepção de seu projeto inicial para ampliar sua vida útil e minimizar os impactos ambientais. A empresa, que opera o aterro sob o regime de concessão por 20 anos, espera amortizar os investimentos em capacitação dos funcionários, criação de base tecnológica, aprimoramento e apoio científico no decorrer do prazo estabelecido. "O principal objetivo é garantir às cidades atendidas uma melhor qualidade de vida e também a continuidade dos serviços", lembra Tanuri.

Para a ABRELPE, o Aterro Metropolitano Centro de Salvador é um exemplo que mostra como a iniciativa privada pode trabalhar junto à administração pública em prol do bem-estar da população. "Ao conceder a operação do aterro a uma empresa privada pelo prazo de 20 anos, a prefeitura de Salvador atraiu investimentos para o setor e, principalmente, solucionou um grave problema ambiental. É essa a receita para que os serviços de limpeza pública alcancem a sustentabilidade", defende Tito Bianchini, presidente da ABRELPE.